Perfeita por natureza.
Ícone da própria indulgência.
Exatamente o que todos nós precisamos,
Mais mentiras sobre um mundo que nunca existiu e nunca existirá.
Você não tem vergonha?
Você não me vê?
Você sabe que tem feito todo mundo de tolo.
Veja, aí vem ela agora.
Curve-se e encare com admiração!
Oh, como nós te amamos.
Sem defeitos quando você está fingindo,
Mas agora eu sei que ela nunca existiu e nunca existirá.
Você não sabe o quanto me traiu.
De alguma forma, você faz todo mundo de tolo.
Sem a máscara,
Onde você vai se esconder?
Não consegue se encontrar, perdido em sua mentira.
Eu sei a verdade agora.
Eu sei quem você é.
E eu não te amo mais.
Nunca existiu e nunca existirá.
Você não sabe o quanto me traiu.
De alguma forma, você faz todo mundo de tolo.
Isso nunca existiu e nunca existirá.
Você não é real, então, não pode me salvar.
De alguma forma, agora você é a tola de todos.
domingo, 23 de novembro de 2014
Houve um tempo em que tudo era sonho. Mágica. Indescritível. Mas como eu disse, houve um tempo. No fim das contas, nada dura para sempre e o que parecia perfeito, na verdade, não poderia ser perfeito para sempre. Deve ser proibido viver um sonho real por muito tempo, ou coisa que o valha. A dor... Ah, a dor! Essa, sim, tem permissão vitalícia para morar dentro de nós, inundar nosso peito, nossa cabeça e nos abraçar como uma mãe. Ela está sempre aqui para nós. Quando o sonho acaba, começam as feridas, o sangue, e, lá vem ela, a dor. Ela é feroz, sufocante, porém carinhosa. Não pretende nos deixar nunca, segura nossas lágrimas, e faz por onde poder ficar para sempre. Porém, ela não trabalha sozinha. Precisa de alguém que o traia, que aponte para você e diga: "Dor, aquela é a pessoa que você deve conhecer." - Quando isso acontece, apesar da traição, você nunca mais fica sozinho. Ela extrai suas alegrias, suas memórias, suas opções, vontades, sonhos... Você vive para ela, por ela, e acaba se acostumando de forma assustadora. Essa é a hora do medo. O medo de perder a dor. Você se agarra à ela como se tudo em sua vida dependesse disso, afinal você não tem mais lembranças antes dela. A única que sempre esteve ali por você foi a dor. Não dá para abandona-la! Mas o medo... O medo é forte e influente. Persuasivo. Quando você menos espera, ele se junta à dor e os dois convivem bem dentro de você. Tão inesperado. Tudo é dor e tudo é medo. E você se pergunta: "Existia algo antes disso? Houve mesmo um tempo em que tudo era sonho?" - Mas não consegue responder, pois tem medo de saber, medo de lembrar, e dói lembrar, dói saber. A melhor opção é assumir a dor, assumir o medo e sobreviver.
Assinar:
Postagens (Atom)


