
Separô toda a minha correria.
Separô o joio do trigo e da padaria.
Separô diante de mim quando minha tristeza era parte do dia.
Separô Dona Beleza de Dona Maria.
Separô o que não restava do que já não tinha.
Separô diante da minha palavra e se fez poesia.
Separô pra ouvir meu protesto, meu gesto que - incerto -
talvez não faria.
Separô o silêncio da dor, me trazendo alegria.
Separô pra pensar no que a gente faria
se não houvesse a poesia?
Se não restasse farinha pro nosso pão?
Iria só até o fim.
Daria tudo e mais um pouco de mim.
Separa um tanto que o outro eu te dou.
Separa a chuva pra continuar flor!
.O Teatro Mágico.
Nenhum comentário:
Postar um comentário