domingo, 2 de janeiro de 2011

Dois.


Quando você disse: "Nunca mais.
Não ligue mais, melhor assim",
Não era bem o que eu queria ouvir.
E me disse, decidida,
"Saia da minha vida",
Que aquilo era loucura,
Era absurdo...
E, mais uma, vez você ligou.
Dias depois, me procurou,
Com a voz suave,
Quase que formal,
E disse que não era bem assim,
Não necessariamente o fim
De uma coisa tão bonita e casual...
De repente as coisas
Mudam de lugar
E quem perdeu pode ganhar.
Teu silêncio preso
Na minha garganta
E o medo da verdade...
Eu sei que eu,
Eu queria estar contigo,
Mas sei que não,
Sei que não é permitido.
Talvez se nós,
Se nós tivéssemos fugido
E ouvido a voz
Desse desconhecido
O Amor...
Essa voz que chega devagar,
Para perturbar, para enlouquecer,
Dizendo pr'eu pular de olhos fechados...
Essa voz que chega a debochar
Do meu pavor...
Mas ao pular,
Eu me vejo ganhar asas e voar.
De repente as coisas
Mudam de lugar
E quem perdeu pode ganhar.
Minha amiga, minha namorada,
Quando é que eu posso te encontrar?
Eu sei que eu,
Ah! Eu queria estar contigo,
Mas sei que não,
Sei que não é permitido.
Talvez se nós,
Se nós tivéssemos fugido
E ouvido a voz
Desse desconhecido...
Eu sei que eu,
Ah! Eu queria estar contigo,
Mas sei que não,
Não, não, não, não
Não é permitido...

.Paulo Ricardo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário