domingo, 28 de novembro de 2010

Ponto de vista.


Já parou para observar a luz do sol sobre o chão? Sobre a palma de sua mão? Já parou para observar o desenho das sombras? Já levantou um dedo no ar para sentir a direção do vento? Já quis mergulhar com os golfinhos? Já parou para pensar no sentido da vida? Ou em como as coisas serão daqui a 100 anos? Já pensei em tudo isso e em muito mais. Mas, às vezes, acontecem coisas que mudam nossa forma de ver e pensar as coisas. Ou simplesmente mudam todos os nossos pensamentos. Quero voar com asa-delta, helicóptero, avião, caça e passar dos 240km/h na estrada com uma moto. Quero ver o céu por um telescópio e sentir que ainda sou apaixonada por ele mesmo a olho nu. Também quero abraçar o filhote de um lobo, alimentar um puma, fazer carinho em um leopardo-das-neves, sorrir para um pinguim, pular com um canguru e conversar com um panda através dos olhos. Quero poder viajar o mundo e ter certeza de que, algum dia, encontrarei o meu lugar... Sempre quis fazer tudo isso... Mas sempre quis fazer tudo por mim mesma, por vontade própria e prazer individual. Cada um tem a sua forma de ver o mundo, viver a vida e perceber as pequenas coisas que estão ao nosso redor. Mas o que devemos fazer quando conhecemos uma pessoa com quem gostaríamos de dividir as nossas fantasias? Os nossos sonhos? As nossas vontades? Os nossos momentos de alegria, loucura e tristeza? O que devemos fazer quando tudo isso é inalcançável? Porque ficamos tão perdidos? Porque é tão incontrolável? E todas as nossas vontades, todos os nossos pensamentos, tudo o que queríamos, passam a ficar em segundo plano, ou se adaptam a um novo ser... Ou se encaixam com novas vontades. De repente, todas as coisas malucas que queríamos se tornam tão simples... Porque sentir é tão complicado?

.Wolf.

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